quarta-feira, 21 de maio de 2014

V.

Fui deixada na porta do prédio como mais uma criança abandonada
Como mais um objeto na vitrine esperando o próximo vendedor
O objeto sexual ou físico do entregador, da espera
O silêncio caprichoso, do saber supremo.
Mais uma vez esquecida pelas verdades de terceiros
Ou nem isso!
Ocultações das ações concluídas,
inconclusivas.
- O carro em alta velocidade partiu

(Se ao menos conhecesse toda dor que carrego no peito!)

Os outros pensam que sou perfeita
Corpos e atitudes não descrevem realidade
Descrições da loucura também não
Sinto muito por tuas lágrimas, aqui corre tantas outras
Gostaria de chegar a ti e dizer meus sentimentos
Mas não posso
Sou paralisada pela "ética", pelo medo.

Silêncios e beijos... é o que desejo e sinto, e penso.

Deixo o abraço sem toque!

5 comentários:

  1. Nossa... senti aqui. Odeio quando quero dizer algo e sou paralisada pela ética.

    Bjs

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  2. Nunca ninguém vai saber o que carregamos no íntimo, nem que falássemos, a interpretação será outra !

    Boa semana !

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    1. interpretações são o clímax da poetização.

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  3. Tão profundo que não saberia ter algo para dizer.
    Então eu deixo pra voce:
    Tempo imperfeito
    Passado presente
    Sonhos perfeitos
    Futuro desfeito
    Na vida.
    Nem tudo "é" flores.
    Sentimentos incertos
    De vagas promessas
    Inexplicável realidade.
    Insensata sensatez
    Doce loucura

    As vezes o abraço sem toque é mais aconchegante
    do que aquele que toca e sentimos o gelo dos braõs.

    beijos

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  4. tão profundo e íntimo que não consigo explicar o que mais me deixou fascinada.

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