segunda-feira, 14 de julho de 2014

Soledad

Soledad,
Aqui están mis credenciales,
Vengo llamando a tu puerta
Desde hace un tiempo,
Creo que paseremos juntos temporales,
Propongo que tú y yo vayamos conociendo.

trecho de Soledade, de Jorge Drexler.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

S. por S.

Vou ao local mais perto de casa e compro algumas cervejas. Passo pelos vinhos e lembro dele, penso que apenas digitar seu número no visor do celular o traria para perto, mas penso nas consequências, nos arrependimentos posteriores. Subo os dois andares, entro em casa, coloco as cervejas na geladeira e preparo o quarto para mais uma madrugada. Músicas diversas, o celular no silencioso, um bloco de notas e uma caneta. Trago as cervejas para perto, abro o amendoim japoneses e mergulho para mais uma madrugada comigo mesma.

Enquanto o dia amanhece e os primeiros raios de sol surgem, começo a arrumar a bagunça que fiz. Posteriormente, deito na cama e deleito do prazer mais incrível: a solidão e a embriagues. Vou a janela entre-aberta e vejo o vizinho fumando três janelas depois... trocamos olhares e sorrisos, ele tentou dizer algo, mas considerei que aquele momento não seria o apropriado para contato social/sexual.

ou talvez aquele seria o melhor momento para isso.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Não consigo escrever sobre nosso amor Eu sinto amor, sinto a necessidade de você Da tua presença em minha vida, mas na escrita não consigo expressar todos os sentimentos bons por ti! Cuspo meia dúzia de palavras... e já não consigo mais.
Consigo escrever sobre minha insegurança, a nossa devastadora relação, a dor transpassando a pele. Os limites não impostos, a saudade do passado mais tranquilo, os demônios na minha cabeça e os dias que podia confiar em você.

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Relação perdida Cortada pelo caminho
Coberta de sangue azul e preto
Vermelhos de dor

Cambaleada pela vontade egoísta O ciclo vicioso do egocentrismo
Do limite do outro
Abusada e usada Até a última gota de sangue
Sem limites para matar, bater e ferir!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

diferenciar

Ele Chico, eu Bethânia
Eu Brasil, ele México
Ele Brahma, eu Boêmia
Eu amor, ele saudade.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

mais um capítulo

                O ciclo vicioso continua. Sinto-me perdida, abandonada, chateada. Ele tenta, eu também. Coloco pensamentos positivos, faço imagens ilusórias para não surtar. Nado contra o mar. Busco ajuda, conversas e descontrações. Mas é tudo ilusão!
                A cada semana uma nova novidade... a última foi a certeza que o ciclo nunca irá acabar, que a sombra sempre acontecerá. O momento que me sinto mais forte, é o momento que a novidade chega para desestabilizar. E desestabiliza! É mais forte que eu, é mais forte que os pensamentos, é mais forte que as ajustas que busco.
                Ainda sinto-me frágil, confesso. E confessar é dizer que os demônios continuam!

sábado, 14 de junho de 2014


duas tapas na face
e um:
"PUTA" ao telefone.

mais uma vez humilhada,
estraçalhada,
cortada

dores e dores:
a auto imagem mais que destruída
dessa vez em gestos
além das palavras

"puta" e duas tapas.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Querida F.,

hoje lembrei de ti. Encontrei uma moça que tinha semelhanças contigo. Lembrei daquele janeiro e da nossa tarde maravilhosa,  confesso que sentir saudade da tua pele e teu sorriso exagerado. Sentir saudade dos teus segredos e medos... sentir saudade dos teus beijos, admito. Sentir saudade do peso do teu corpo sob meu ombro e teus dedos pelo meu corpo. Sentir saudade do teu abraço. Sentir saudade de elogiar a ti e receber elogios. Sentir "muitas saudades" quando olhei a moça, e mesmo diante de tanta saudade lembrei o motivo de não estarmos juntas e de não repetimos aquela tarde, não do jeito que foi pelo menos. Querida F., agradeço infinitamente tua tomada de atitude para chegar em mim... E como disseste "nas lembranças podemos ficar juntas".

Com amor, carinho e "saudades",

S.